sábado, 26 de junho de 2010

ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ENTENDER JUNG


ALGUNS CONCEITOS FUNDAMENTAIS PARA ENTENDER JUNG


«A SOMBRA» «Quando os sere humanos se defrontam com o inconsciente, deparam com o que é conhecidopelo nome de «a sombra». «A sombra contém os aspectos nãa desenvolvidos da nossa per-sonalidade, as possibilidaes e intenções inconscientes da nossa alma. Esta sombra foi bastasvezes conhecida como o irmão obscuro». Mas não é nada fácil para nós para nós, estabelecer as devidas relações com a nossa sombra, reconhecê-la e aceitá-la realisticamente, em vez de aprojectar sobre outras pessoas - e sem que, no entanto, nos venhamos a identificar com ela ea cair desse modo nas malhas do seu feitiço.


«ANIMA» - «ANIMUS» «CONTEÚDO DO INCONSCIENTE ´AQUELA IMAGAEM DA «ALMA» QUE JUNG DENOMINA «ANIMA» NOS HOMENS, «ANIMUS» NAS MULHERES. «É A IMAGEM DOOUTRO SEXO QUE TRAZEMOS EM NÓS, QUER COMO INDIVÍDUOS QUER COMO REPRESENTANTE DA ESPÉCIE». A ANIMA ( OU ANIMUS ) TEM SEMPRE UMA FUN-ÇÃO COMPLEMENTAR OU COMPENSATÓRIA: ISTO SIGNIFICA QUE, QUANDO A CONSCIÊNCIA PROPENDE PARA UMA DIRECÇÃO PARTICULAR, O INCONSCIENTE PRO-PENDE PARA A DIRECÇÃO OPOSTA, EQUILIBRANDO-SE DESTE MODO AS FORÇAS INTERIORES. ASSIM, POR EXEMPLO, A ANIMA DE UM HOMEM INTELECTUAL TENDE AMIÚDE PARA O SENTIMENTALISMO. «QUEM QUER QUE TENHA RECONHECIDO A IMAGEM DO SEXO OPOSTO NA SUA PRÓPRIA ALMA ASSEGUROU DESSA FORMAUM CONSIDERÁVEL GRAU DE DOMÍNIO SOBRE AS SUAS EMOÇÕES E PAIXÕES. ISTO SIGNIFICA A AQISIÇÃO DE UM INDEPENDÊNCIA REAL, MAS TAMBÉM DA SOLIDÃO; O ISOLAMENTO DO HOMEM INTERIORMENTE LIVRE, QUE NÃO É MAIS POSSÍVEL PRENDER ÀS CADEIAS DE UMA AVENTURA AMOROSA OU DE UMA CA-MARADAGEM: ALGUÉM PARA QUEM O SEXO OPOSTO PERDEU TODO O MISTÉRIO, PORQUE DESCOBRIU DENTRO DA SUA ALMA OS ASPECTOS ESSENCIAIS DELE»A TOTALIDADE FORMADA PELO«ANIMUS» E PELA «ANIMA» ( QUE SEGUNDO O PROFESSOR JUNG, CONSTITUI A META DO CAMINHO INTERIOR ) APRESENTA UM NEXO EVIDENTE COM O IDEAL DO «ANDRÓGINO», UM IDEAL QUE É PROVAVELMENTE TÃO VELHO COMO A PRÓPRIA HUMANIDADE.

«TIPOS PSICOLÓGOS»
A TEORIA JUNGUIANA DOS TIPOS PSICOLÓGICOS REVELA UMA INTUIÇÃO...PROFUNDA. DISTINGUE JUNG OS TIPOS «INTROVERTIDO»E «EXTRAVERTIDO», CONFORME A ATITUDE DA PESSOA PERANTE A REALIDADE TENHA SIDO PRINCIPALMENTE CONDICIONADA PORFACTORES SUBJECTIVOS E OBJECTIVOS. DEFINE TAMBÉM QUATRO MODOS TÍPICOS DE COMPORTAMENTO, MOTIVADOS RESPECTIVA-MENTE PELA SENSAÇÃO, PELO PENSAMENTO, PELO SENTIMENTO E PELA INTUIÇÃO : - SÃO AS QUATRO FUNÇÕES PSICOLÓ-GICAS, QUE SE DIVIDEM EM DOIS PARES : - «PENSAMENTO» E «SENTIMENTO» ( RACIONAIS ) ; «SENSAÇÃO» E «INTUIÇÃO» ( IRRACIO-NAIS ) . É ESTA A TEORIA DESENVOLVIDA E PROPOSTA NO SEU LIVRO «TIPOS PSICOLÓGICOS» : AQUI «LÍBIDO» É O NOME QUE JUNGCONFERE À TOTALIDADE DA ENERGIA PSÍQUICA : ASSIM É QUE PARA JUNG O TERMO «LÍBIDO» TEM UM SENTIDO MUITO MAIS VASTODO QUE PARA FREUD, QUE A EQUACIONA ESPECIFICAMENTE COM O INSTINTO SEXUAL. VISTOS EM SEQUÊNCIA, OS ACONTECIMENTOSPSÍQUICOS CONSTITUEM UM DISPÊNDIO DESTA ENERGIA...
«COMPLEXO»
O TERMO «COMPLEXO» ANDA AGORA NO VOCABULÁRIO DE TODA A GENTE E NÃO PRECISA DE SER EXPLICADO EM PORMENOR.PODE, NO ENTANTO, CHAMAR-SE A ATENÇÃO PARA O FACTO DE QUE JUNG LHES DÁ UM SENTIDO MAIS LATO DO QUE TINHA PARAFREUD. CONCORDAM AMBOS EM QUE CONSTA DE UM GRUPO DE PRODUTOS MENTAIS DO INCONSCIENTE, DE TONALIDADE EMO-CIONAL, QUE PODE LEVAR UMA EXISTÊNCIA MAIS OU MENOS SEPARADO NA PSIQUE, E QUE MUITAS VEZES PODE APARECER EMFORMA PERSONIFICADA, ESPECIALMENTE NOS SONHOS. DE HARMONIA COM A SUA PERSPECTIVA GERAL, FREUD CONSIDERA O COM-PLEXO UNICAMENTE DO PONTO DE VISTA ETIOLÓGICO OU CAUSAL, QUER DIZER, APENAS COMO SINTOMA DE UMA DOENÇA SUB-JACENTE QUE RESULTOU DA REPRESSÃO . JUNG, ENCARA-O, ALÉM DISSO, DO PONTO DE VISTA TELEOLÓGICO OU PROSPECTIVO,DE TAL MODO QUE CONSIDERA QUE UM COMPLEXO TAMBÉM PODE SER UMA FONTE DE MAIS ACTIVO ESFORÇO PELA SAÚDE. ASSIMOS COMPLEXOS, NESTA PERSPECTIVA, SÃO SINAIS DA VIDA DA ALMA E UMA PARTE DA SUA ESTRUTURA: O HOMEM «SÃO» TEMTAMBÉM OS SEUS COMPLEXOS. DIZIA A FALECIDA DOUTORA JOLANDE JACOBI: «SE UM COMPLEXO PERMANECE APENAS COM UMNÚCLEO MAIOR OU MENOR NO INCONSCIENTE COLECTIVO GERAL, NÃO SÓ NÃO É NOCIVO COMO ATÉ É PROVEITOSO, POR ISSOQUE É A CÉLULA FORTIFICANTE DE ONDE JORRA A DEMAIS VIDA PSÍQUICA. CASO, PORÉM ELE SE TORNE INDEVIDAMENTE SOBRECAR-REGADO , OU AUTÓNOMO, OU PRETENDA INVADIR O DOMÍNIO DA CONSCIIÊNCIA, SÃO INCALCULÁVEIS AS FORMAS DE NEUROSEOU PSICOSE A QUE PODE DAR ORIGEM». COMO, NO DECURSO DA SUA INVESTIGAÇÃO, SE TORNASSE MAIS MANIFESTA PARA JUNG A DIFERENÇA QUE EXISTE ENTRE O INCON-SCIENTE PESSOAL E O COLECTIVO, ELE VEIO A ATRIBUIR O TERMO «COMPLEXO» MAIS ESPECIFICAMENTE AO INCONSCIENTE PESSOAL,E O TERMO «ARQUÉTIPO» MAIS ESPECIFICAMENTE AO «INCONSCIENTE COLECTIVO». NA PELECÇÃO FEITA NA «CONFERÊNCIA DE ERANOS»EM 1934, DEFINIU DE DO SEGUINTEMODO A DIFERENÇA ENTRE «COMPLEXO» E «ARQUÉTIPO»: «OCONTEÚDO DO INCONSCIENTEPESSOAL É CONSTITUÍDO PRINCIPALMENTE PELOS CHAMADOS COMPLEXOS DE TONALIDADE EMOCIONAL, QUE EXPRESSAM OSÍNTIMOS SEGREDOS DA VIDA PESSOAL DE ALGUÉM. AO PASSO QUE OS ARQUÉTIPOS DESIGNAM OS CONTEÚDOS DO INCONSCIENTECOLECTIVO».

«ARQUÉTIPOS»
PONHAMOS DE LADO, PRIMEIRAMENTE, A FALSA IDEIA DE QUE OS ARQUÉTIPOS SEJAM «IDEAE INNATAE» - IMAGENS INATAS, HERDADAS. SÃO APENAS DISPOSIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE IMAGENS. NÃO SE PODEM ENCONTRAR OS ARQUÉTIPOS DIRECTAMENTE, MAS APENAS INDIRECTAMENTE ATRAVÉSDAS SUAS MANIFESTAÇÕES, E DE MANEIRA ESPECIAL ATRAVÉS DOS SÍMBOLOS. PODERÍAMOS COMPARAR OS SÍMBOLOS A CRISTAIS CONCRETOS, COM-PLETAMENTE FORMADOS, AO PASSO QUE OS ARQUÉTIPOS SE PODEM APENAS À PREFIFURAÇÃO DOS CRISTAIS A QUE SE DÁ O NOME DE «ESTRUTURARETICULAR». OS CRISTAIS NÃO SÃO A «REDE» MAS AS SUAS FORMAS SÃO GOVERNADAS PELA NATUREZA DA «REDE» - SERÃO MAIORES OU MENORES ,TRANSPARENTES OU OPACAS, DESTA OU DAQUELA FORMA.CONSOANTE A NATUREZA DA «REDE» ORIGINAL. ASSIM «MÃE» É UM ARQUÉTIPO SINGULARQUE SE PODE COMPARAR COM ESSA «REDE» : PODE TODAVIA SER «CRISTALIZADA» NUM SEM-NÚMERO DE FORMAS - E. G. DEUSAS, IMAGENS MATE-RIAIS DE TODAS AS ESPÉCIES PODEM CRISTALIZAR NÃO SÓ NA MENTE DE INDIVÍDUOS DIVERSOS MAS TAMBÉM DE DIVERSOAS POVOS. A LUTA ENTRE ALUZ E AS TREVAS TAMBÉM É UM ARQUÉTIPO, PODE SER DENUNCIADO NO MITO DO SOL - O HERÓI QUE SE ESCAPA DO SEIO SOMBRIO DA TERRA MÃEUNICAMENTE PARA MERGULHAR DE NOVO NAS ENTRANHAS DELA AO FINDAR DE CADA DIA; PODE APARECER TAMBÉM NO MITO DO HERÓI QUE MATAO DRAGÃO: OU COMO O NASCIMENTO DE «CRISTO» NO CORAÇÃO DO HOMEM ( CONSIDERADO AQUI, NÃO COMO UM ACTO DA GRAÇA, MAS COMOUM FACTO PURAMENTE PSICOLÓGICO ). OUTRO ARQUÉTIPO AINDA. QUE PODE SER RASTREADO EM MUITAS FORMAS, SÍMBOLOS E MITOS, É O CONCEI-TO DE MORTE E RESSURREIÇÃO. COMO ACONTECE COM OS INSTINTOS, QUE DÃO ORIGEM A TIPOS PARTICULARES DE REACÇÃO, ASSIM FAZEM OS AR-QUÉTIPOS NA ESFERA PSICOLÓGICA. SE ADMITIRMOS O FACTO DA HEREDITARIEDADE - SE. POR EXEMPLO, ADMITIMOS A POSSIBILIDADE DE SE HERDAR O TALENTO MUSICAL, COMO NA FA-MÍLIA BACH - ENTÃO POUCO HÁ DE FICAR SURPREENDIDO QUANDO OUVIMOS DIZER A JUNG QUE OS ARQUÉTIPOS SÃO «HERDADOS JUSTAMENTE COMA ESTRUTURA CEREBRAL» , E QUE «SÃO NA VERDADE, O ASPECTO PSICOLÓGICO DESTA». TAL AFIRMAÇÃO NÃO PODE SER TOMADA NUM SENTIDO PU-RAMENTE METERIALIALÍSTICO, POIS JUNG DIZ AINDA : «O ARQUÉTIPO NÃO É A CONSEQUÊNCIA DE FACTOS FÍSICOS, ANTES MOSTRA COMO É QUE OSFACTOS FÍSICOS SÃO EXPERIMENTADOS PELA ALMA». O HOMEM VÊ, COM OS SEUS OLHOS, O NASCER E O PÔR DO SOL, E REGISTA O FACTO COM OSSENTIDOS FÍSICOS, MAS DÁ CONTA TAMBÉM DESTE ALVORECER E OCASO UM SENTIDO «PSÍQUICO», COMO SE PODE VER NO MITO DO HERÓI-SOL . DEVE TER-SE TORNADO CLARO PORQUE É QUE JUNG CHAMA AOS ARQUÉTIPOS «OS ÓRGÃOS DA PSIQUE PRÉ-RACIONAL»: «EXACTAMENTE COMO OS NOSSOS ÓRGÃOS FÍSICOS SÃO O RESULTADO DE UM LONGO PROCESSO DE EVOLUÇÃO, ASSIM TAMBÉM OS ARQUÉTIPOSSÃO O PRECIPITADO DE TODA A EXPERIÊNCIA HUMANA, DESDE OS SEUS MAIS LONGÍNQUOS COMEÇOS NA ESCURIDÃO DO PASSADO. TÃO-POUCO ESTÃOMORTOS, POIS CONTINUAM A VIVER COMO SISTEMAS DE REACÇÃO E DISPOSIÇÃO QUE DETERMINAM A VIDA DUMA MANEIRA INVISÍVEL, MAS NEM PORISSO MENOS EFICAZ». QUEM QUER QUE COMETA UMA OFENSA CONTRA AS LEIS DOS SEUS ÓRGÃOS FÍSICOS, OS ÓRGÃO DIGESTIVOS OU VISUAIS ,POR EXEMPLO, TORNA-SE FISICAMENTE DOENTE, EM CONSEQUÊNCIA DISSO; DA MESMA FORMA, SE ALGUÉM TRANSGRIDE AS LEIS DOS ARQUÉTIPOS,TORNA-SE PSICOLOGICAMENTE DOENTE. OS ARQUÉTIPOS SÃO CENTROS DE ENERGIA, DE IMENSO POTENCIAL E CARREGADOS DE SIGNIFICADO, E , UMAVEZ QUE DERIVAM DA NATUREZA, AS SUAS LEIS MORAIS SÃO O EQUIVALENTE DAS REGRAS DE HIGIENE, QUE NÃO SE PODEM TRANSGREDIR IMPU-NEMENTE. DE IGUAL SORTE OS ARQUÉTIPOS COBREM DE BENÇÃOS OS QUE SÃO CAPAZES DE VIVER COM ELES COMO É DEVIDO. N.B. ( SERIA ERRO, NATURALMENTE, IMAGINAR QUE SE PODE DESCOBRIR UMA MANEIRA POSSÍVEL DE ESTABELECER, DE FORMA COMPREENSIVA, TANTO AORIGEM COMO A NATUREZA DOS ARQUÉTIPOS : ELES SÃO TÃO PROFUNDOS COMO O INCONSCIENTE, E POR ISSO JAMAIS PODERÃO TORNAR-SE INTEIRAMENTE CONSCIENTES! ).


«SÍMBOLO»


SÍMBOLO O ARQUÉTIPO NÃO PODE SER DIRECTAMENTE APREENDIDO, MAS APENAS NA MEDIDA EM QUE SE MANIFESTA UM COMPLEXO OU SÍMBOLO, DENTRO DO ESPAÇOE DO TEMPO. UM SÍMBOLO NÃO É ALGO QUE TENHA SIDO ELABORADO ADREDE PELO PENSAMENTO, COMO UMA ALEGORIA, NEM PODE SER COMPLETAMENTE EX-PLICADO EM CONCEITOS MERAMENTE RACIONAIS. É A ILUSTRAÇÃO DE ALGO QUE É VERDADEIRAMENTE REAL, MAS QUE TRANSCENDE A COMPREENSÃO INTELEC-TUAL PURA E SIMPLES. A REALIDADE PSÍQUICA E A RELIDADE MATERIAL, PASSADA, PRESENTE E FUTURA, PODE ESTAR TODA PRESENTE NO MESMO SÍMBOLO, COMONOS SÍMBOLOS DA PAIXÃO, DO DIVINO INFANTE, DA«MAGNA MATER», DA CRUZ. NINGUÉM ESTÁ MAIS A PAR DA TENDÊNCIA DA ALMA PARA A MERA FANTASIA DO QUE JUNG, MAS RECONHECE TAMBÉM O PODER QUASE MÁGICO QUE PODEM EXERCER AS SUAS IMAGENS. É ESTE PODER PICTURAL DA ALMA QUE SE MANIFESTA NOS SONHOS, NAS MITOLOGIAS, NA GNOSE, NA ALQUIMIA, E TAMBÉM NA ARTE CRIADORA. NA SUA INVESTIGAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS SÍMBOLOS E MITOS ,REALIZOU JUNG UMA OBRA DE IMENSO E PERENE VALOR. A PSICOLOGIA RELIGIOSA, O ESTUDO COMPARATIVO DAS RELIGIÕES, E, ACIMA DE TUDO, O ESTUDO DOS SONHOS, FORAM POR ELE ENRIQUECIDOS, EM LARGUÍSSIMA MEDIDA, EMBORA MUITOS FRUTOS DAS SUAS PESQUISAS, SÓ POSTERIORMENTE VIESSEM A AMADURECER. NESTE CAMPO, JUNG ESTÁ À CABEÇA DE UM PROGRESSO QUE SE TEM VINDO A REALIZAR HÁ MAIS DE UM SÉCULO E MEIO. TINHA TAL PROGRESSO SIDO PRESSENTIDO NA POESIA DE HÖLDERLIN. PODE DIZER-SE QUE TEVE INÍCIO EM 1859 COM O «ENSAIO SOBRE AS ANTIGAS PEDRAS SEPULCRAIS», DE BACHOFEN.SEGUIRAM-SE-LHE DEPOIS ROHDE, KLAGES, W.F. OTTO, ECKHART PETERICH E KARL KERÉNYI, O QUAL, JUNTAMENTE COM JUNG, PUBLICOU EM 1941 A «INTRODUÇÃO À ESSÊNCIA DA MITOLOGIA». A ESTE GRUPO DE ERUDITOS, DEVEMOS ACRESCENTAR OUTROS QUE ALARGARAM O CAMPO DE INVESTIGAÇÃP PARA O TERRENO RELIGIOSO EM GERAL: INCLUEM NOMES COMO DACQUÉS, WINTHUIS, FROBENIUS, DANZEL E LEOPOLD ZIEGLER, QUE ESTUDARAM MUITO DEPERTO A LINGUAGEM DOS MITOS E DA ICONOGRAFIA RELIGIOSA. O PRÓPRIO ZIEGLER DECLAROU QUE A CONCEPÇÃO JUNGUIANA DAS IMAGENS É O CONTRIBUTO MAIS AMPLO DADO PELA PSICOLOGIA EUROPEIA EM ORDEM A PROPORCIONAR-NOS A CHAVE DAS RELIGIÕES TRADICIONAIS, NA MEDIDA EM QUE ESTAS RELIGIÕES FALAM AOS SEUS ADEPTOS PRINCIPALMENTE ATRAVÉS DAS SUAS IMAGENS E SÍMBOLOS ORIGINAIS. ISTO TRAZ-NOS À MENTE OS COMENTÁRIOS DE JUNG ACERCA DE VÁRIAS OBRAS DA SABEDORIA ORIENTAL: «O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS». «O MISTÉRIO DA FLOR DE OIRO», «A GRANDE LIBERTAÇÃO», «O CAMINHO PARA SI-MESMO»- MAS FOI, ACIMA DE TUDO, NA INTERPRETAÇÃO DOS QUADROS E SÍMBOLOS ALQUÍMICOS QUE JUNG DEU ACESSO A UM MUNDO NOVO QUE ATÉ ENTÃO ERA COMPLETAMENTE ININTELIGÍVEL PARA NÓS.

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